personagens de animadores brasileiros
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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Andrés Lieban


   Nascido em Buenos Aires em 29 de Dezembro de 1973, Andrés é profissional atuante na área de desenho animado no Brasil.

          

   Foi diretor da Associação Brasileira de Cinema de Animação (ABCA) e possui diversos trabalhos premiados em festivais nacionais e internacionais. 
   Está entre os poucos que conseguiram realizar e distribuir produções totalmente brasileiras, como também faz Maurício de Sousa.
   Andrés é casado com Marília Pirillo, escritora e ilustradora, e atualmente tem duas filhas com ela, Mariah e Alice. 
   Morou em Porto Alegre até se mudar para a cidade do Rio de Janeiro em 2004. 
   Trabalhou em diversos estúdios de animação participando na produção de comerciais de TV e de curtas. 
   Em 1998 abriu o estúdio Laboratório de Desenhos que em 2000 começou a produzir curtas em Flash para a internet.
Entre seus trabalhos podemos destacar "Sinai" que foi segundo colocado pelo júri popular no Anima Mundi Web de 2000 e finalista do Flash Forward de 2002. 
"BonJour" que foi terceiro colocado no Anima Mundi Web de 2001.
"Soda Sexo" que foi segundo colocado pelo júri popular no Anima Mundi Web de 2002. a
"Genoma 2020"
"Como Surgiu a Noite?" 

curta metragem basado numa lenda indígena que foi usado para iniciar a sessões de cinema do filme Tainá 2 - A Aventura Continua6 .

   Em 2009 criou a série de desenho animado Quarto do Jobi que foi exibido em três canais.

Criou a animação A Casa 

                             

Animou cenas para o seriado Menino Muito Maluquinho

                  















É autor da série premiada "Meu Amigãozão"
                   

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Alain Jaccoud



   Alain Jaccoud, um produtor de desenhos animados francês. 
   Foi assistente de Paul Grimaut realizador de Le Petit Soldat (1947) La bergère et le ramoneur (1953) La faim du monde (1958) e vários outros filmes.
Fotos para reportagem publicada na Revista Esso.


1- Alain Jaccoud marcando o tempo de uma cena.
2- Alain filmando.
3- Como queria a animação.
4- Espelho.
5- Saulo. O melhor diretor de RTVC que conheci.
A caricatura do próprio foi usada num filme da Esso ( Gotinhas Esso)
6- Alain filmando.











      Alain Jaccoud mostrando ao Antonio como seria a arte dos desenhos.


Alain Jaccoud mostrando como queria a ação. Em pé  a esquerda, Antonio e Horácio Young a direita.





Milagre de Desenvolvimento (1968)  35mm 10 minutos
   A animação é sobre o desenvolvimento econômico do país. Os esforços conccientes a serem promovidos pelo governo e pelo povo para alcançar o "Milagre do Desenvolvimento". Entre as ações propostas a poupança de recursos financeiros.



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pasqualle Michelle Faletti


Entre 1925 e 1927 acontece o primeiro stop-motion no Brasil, Pasqualle Michelle Faletti fez  uma animação com caixas e palitos de fósforos para a fábrica de cigarros Sudan.

Guy Boris Lebrun

  Guy Boris Lebrun, nascido na França, veio para o Brasil em 1949 e em 1956 começava a desenvolver algumas animações.
    Posteriormente, Le Brun fundou a Dinamic Filmes criando personagens memoráveis. Entre eles: o Tio Wilson, o Castor da Brasilit, os elementos químicos da Ultrafértil, etc. 
   O INCE produziu em 1962 com direção de Guy Lebrun o filme H2O, dirigidos à área didático/educacional.
    Foi produzida também, a série Alfabeto Animadode Lebrun (1966).  

    Um dos memóraveis personagens de Le Brun foram as Gotinhas da Esso.




   Guy Le brun, foi criador do Arroz Brejeiro e seu companheiro o Marinheiro. Personagens que viraram bonecos na época. 









   Le Brun também fez um anúncio da Arno com a Branca de Neve, de Walt Disney. 
   E para a Atma Brinquedos, ele  animou filmes para o Bamba da Alpargatas nos anos setenta.



   Outro personagem muito conhecido de Le Brun, é o Gato das Pilhas Eveready, como nessa animação: "A Pilha do Gato" - Comercial das Pilhas Eveready, de 1976.


sábado, 20 de agosto de 2011

Yppe Nakashima

   Ypê Nakashima nasceu em 5 de junho de 1926, na província de Oita (Oita-Ken), na extremidade sul do arquipélago japonês. Filho caçula de uma prole de cinco, teve a sua infância bem tranqüila, apesar dos conflitos políticos e da guerra.

                                          

  Após cursar o primário e ginásio, em sua província natal, prestou e ingressou na Escola de Belas Artes de Kyoto, contrariando seu pai que achava a vida de pintor, nada promissor. O ano era 1942 ou 1943, quando Ypê tinha 17 anos. 
  Aos 19, já estudante de artes, teve de interromper os estudos, pois foi convocado pelo governo a prestar serviços na guerra. Foi designado a servir num batalhão anti-aéreo na cidade de Nagassaki, onde, inclusive caiu a segunda bomba atômica.
   Terminada a guerra, voltou aos estudos e alguns anos depois concluiu.  e fez vários tipos de trabalhos, se firmou em jornais, fazendo charges, tiras, e ilustrações. Foi chargista e trabalhou em jornais como Mainichi Shimbun, Yomiuri Shimbun e Asahi Shimbun. 


   Viveu cerca de dez anos em Kyoto. Em 1950 casou-se com Emiko Nakashima, com quem teve três filhos, dos quais só um, o último, Itsuo, sobreviveu.
    Trabalhou nos estúdios da Toei como free-lancer criada em 1969 pelo Regime Militar. A finalidade da empresa era a divulgação do filme brasileiro no exterior.       

                            


   Nessa época, São Paulo já contava com 400 anos de existência, a indústria se desenvolvia a passos largos, no rastro do presidente JK. A televisão, só possuía dois ou três canais; agências de publicidade, eram poucas; os anunciantes veiculavam comerciais na TV com durações de minutos; programas, eram todos ao vivo; havia um ar de romantismo em tudo.



   Como todo bom japonês, Ypê se inteirou rapidamente com a colônia japonesa. Prestou serviços naquilo que sabia fazer, para entidades como: Nippak Shimbum; São Paulo Shimbum; Cooperativa Agrícola de Cotia; entre outros. Em alguns meses já estava com uma casa alugada para morar e um escritório  para trabalhar. 
    Por alguma razão impossível de se saber, Ypê começou a pesquisar cinema de animação. Uma coisa curiosa que ele associou à pesquisa, foi a fascinação que sentia pelas lendas e folclore brasileiros. Tanto que em pouco tempo criou um personagem chamado Papa-Papo, que era um papagaio. Com este personagem chegou a realizar inúmeros curtas-metragens, que infelizmente nunca foram exibidos em qualquer circuito.



    Após oito, nove anos tocando modestamente o seu estúdio sozinho, surgiu uma pessoa, João Luis de Carvalho Araújo, um funcionário do departamento de publicidade da Willys Overland do Brasil. Com o João agora, fazendo contato, o tipo de cliente que começou a afluir para o estúdio e a diferença de zeros a mais nos orçamentos se fez notar, ele realizou filmes publicitários que lhe trouxeram considerável sucesso.

                                  


   Em 1966, dez anos após ter chegado ao Brasil, retorna sozinho ao Japão para tentar conseguir algum acordo comercial com relação às produções de filmes de animação para  televisão brasileira. Depois de 40 dias volta ao Brasil, cheio de possibilidades, mas de fato nada de concreto. 
   Por aí, começa a colocar em prática, aquilo que todos que o conheciam chamaram de loucura. A produção de um longa metragem. Entre criar uma história, batizar o personagem principal que virou título do filme, até a primeira cópia ser finalmente exibida ao público, transcorreram cerca de seis anos estafantes, exaustivos. Não apenas pelo trabalho que normalmente daria, mas por inúmeras dificuldades como, falta de recursos, ausência de profissionais com quem se pudesse dividir o peso da produção, falta total de estrutura enfim. Mesmo assim, o filme saiu. Chamou-se Piconzé. Estreou em 1972, foi exibido em várias capitais, recebeu dois prêmios do Instituto Nacional do Cinema / INC (Prêmio Qualidade e Coruja de Ouro pela montagem). O filme foi largamente comentado na mídia impressa e na mídia eletrônica também e chegou a ser convidado a participar do festival de Moscou.
   A trilha sonora continha canções compostas pelo músico Damiano Cozella e letras de Décio Pignatari. Essa foi uma das primeiras animações nacionais a serem realizadas por uma grande equipe de animadores, todos eles treinados pessoalmente por Yppe Nakashima. Alguns consideram Piconzé como sendo a primeira animação com maturidade profissional no país.      

                                   


   Piconzé, já estava pronto há cerca de um ano, mas por falta de recursos financeiros, a gravação da trilha sonora só pôde ser feita após esse um ano. A trilha sonora continha canções compostas pelo músico Damiano Cozella e letras de Décio Pignatari. Essa foi uma das primeiras animações nacionais a serem realizadas por uma grande equipe de animadores, todos eles treinados pessoalmente por Yppe Nakashima. Alguns consideram Piconzé como sendo a primeira animação com maturidade profissional no país.  

                             

    Apesar da aparente prosperidade, diante de um país ainda com enormes problemas pós-guerra, em 1956, Ypê, sua mulher e filho, embarcam num misto de cargueiro com navio de passageiros, rumo ao Brasil.   Nesse ínterim, Yppê, praticamente escreveu, fez o roteiro, animou, uma nova história, que nada tinha a ver com o Piconzé. 
    Em aproximadamente um ano, ele fez um trabalho que no primeiro longa levou quase três. Ocasionado pelo ritmo maluco, devido à produção do Piconzé e também do segundo longa, ou até quem sabe, alguma seqüela da bomba atômica de Nagassaki, em menos de seis meses, após retornar com a mulher, filho e amigos, de um camping no litoral norte paulista, foi acometido de uma hemorragia interna, causada por cirrose hepática. 
   Em 6 de abril de 1974, às 7:00, no Hospital Beneficência Portuguesa, faleceu, Ypê Nakashima, com 47 anos de idade, deixando seu segundo longa-metragem Irmãos Amazonas inacabado. 


Além de Piconzé realizou os curtas:

O reino dos botos 

Era um vez (1956)

A lenda da vitória régia (1957) 

O Gorila (1958)  

Kitan da Amazônia (1968)
   Kitan é um super-homem da Selva amazônica.
Um típico foilme de mocinho. combinando a técnica da ficção científica com a dos  quadrinhos num cenário tipicamente tropicalista.
Num estilo semelhante ao dos estúdios da Hanna Barbera e dos quadrinhos de Johnny Quest.