Squarisi, além de animador é cartunista e artista gráfico, participou de festivais de animação renomados como o FestivaI Internacional de Animação - Anima Mundi.
Com o filme “Molecagem”, realizado em 1995, ele conquistou prêmios de melhor filme autoral no VI Festival de Cine Infantil de Cuidad Guyana/Venezuela, na XXI Jornada Internacional de Cinema da Bahia, e no V Cine Ceará.
O Burrico e o Bem te Vi
Trailer do filme História do Café
Com vasto currículo em cinema de animação, Maurício Squarisi é diretor do Núcleo de Cinema de Animação de Campinas, que desenvolve duas linhas de produção: filmes autorais e filmes realizados em oficinas.
Nestas oficinas, o grupo participante é autor do filme, desenvolvendo a criação, o roteiro, o grafismo, a animação e a trilha sonora, com orientação dos diretores.
O Núcleo existe desde 1975 e conta hoje com mais de 230 (duzentos e trinta) curtas, entre autorais e realizados em oficinas, sendo muitos deles premiados.
Formado em arquitetura pela UFRJ e atualmente professor de animação da faculdade de design da ESPM, trabalhou com maquete eletrônica na TV Globo em projetos cenográficos para telejornais e minisséries durante 1997 e 1998. Durante a década de 90 atuou na execução de vinhetas em computação gráfica no mercado carioca e ministrou cursos de maquete eletrônica para cenógrafos e diretores de fotografia da TV Globo no ano de 1997. Fundou a Conseqüência em 1999, onde é diretor, animador e artista 3D. Os curtas e os videoclipes que dirigiu e atuou na equipe da Conseqüência rodaram importantes festivais de animação e ficção no Brasil, na Europa e nos EUA, tendo sempre boa participação e premiações.
Maurício de Souza Produções.Maurício se destaca nos anos setenta produzindo as primeiras animações da turma da Mônica
Aturma da Mônica virou uma série de Tv com algumas temporadas exibidas na Tv aberta Brasileira.
Turma do Penadinho é uma das criações de Maurício de Sousa, que parodia o gênero terror, mostra monstros e assombrações tentando se divertir no cemitério. Foi criada em 1970. Recentemente a Maurício de Souza se Junto a Digital 21 e lançaram a série animada com O Penadinho.
Episódio Roupa Suja
A série de animação baseada nos quadrinhos "Turma da Mônica Jovem" estréia em 2013. A animação totalmente produzida no Brasil contará inicialmente com 26 episódios, e adaptará para as telinhas as histórias que fazem um grande sucesso nas páginas da revista publicada desde 2008 pela Panini Comics.
Filme institucional com a Truma da Mônica Jovem
A empresa Digital21 fechou uma parceria com a empresa Mauricio de Sousa Produções para criar um filme em 3D sobre o personagem Horácio, o carismático dinossauro vegetariano. É uma produção orçada em US$ 10 milhões, com roteiro de Hollywood. “O filme do Horácio pode pôr o Brasil no mapa mundial do mercado de animação”, completa Mauricio de Sousa. O Horácio é um personagem que remete a ecologia, união da família, humor, fábula e não é caracterizado como uma figura regional. Dinossauro é internacional. “Fizemos mais 15 personagens para compor o filme”, diz Mauricio de Sousa. A produção, feita nos mesmos moldes de sucessos como Shrek, Carros e Monstros S.A, levará três anos para ser concluída e contará com mais de 120 profissionais envolvidos. “Vamos chamar estrelas de Hollywood para fazer a dublagem”, diz Dória.
Marco Alemar foi o responsável pela criação da série para TV Pixcodelix, comercializada na feira Mipcom de Cannes e vendida para o Cartoon NetworkLatin America. A série é composta de 65 episódios de 5 minutos e totalmente produzida em 3D.
É criador da série para Tv Big Hat Boy,inicialmente publicada no formato de livro pela Conrad Editora.
É o Criador, Animador e Produtor das séries DVD da empresaVídeo Brinquedo"Gladiformers", "Gladiformers II", "BR Futebol" e "Pinóquio".
Como Diretor de Arte Publicitária, Marco Alemar também produziu Games para celulares.
Marco Alemar fala de suas animações no programa Animania
Formado na Escola de Belas Artes da UFMAG, habilitado em Cinema de animação. Trabalha no seu segundo curta de animação. É diretor do filme Orelhas de Van Gogh, conto de Moacyr scliar, Seus Trabalhos em animação de Dinossauros e outros bichos pré-históricos estão expostos no Espaço do Conegimento TIM/UFMG na Praça da Liberdade em Belo Horizonte/
Mário Atua em animação desde 1982, trabalhando na produção dos dois primeiros longas-metragens da Maurício de Sousa Produções: “As Aventuras da Turma da Mônica” e “A Princesa e o Robô”.
Em seguida colabora com as produtoras Daniel Messias Cinema de Animação e Briquet Filmes em inúmeros comercias de TV como Bond Boca, Frango Sadia, Menina Claybom, Chester Cheetah, entre outros. Também atua com a HGN Produções na produção de filmes para a Walt Disney Television.
De 1995 a 1998 trabalha em Londres para a TVCartoons - produtora do “Yellow Submarine”, dos Beatles - nos longas “Wind in the Willows” e “Willows in Winter”. Atua como character designer para o filme “Oi! Get Off our Train” produzido pela Varga TVC e como animador para a Tandem Films no premiado “Flatworld”.
De 1999 a 2001 trabalha como coordenador de produção do Núcleo de Animação da Maurício de Sousa Produções.
Em 2000 recebe o Prêmio Estímulo do Ministério da Cultura para a produção do curta “Disfarce Explosivo”.
Com o filme percorreu vários Festivais no Brasil e no exterior. Foi escolhido para participar do Festival “Cartoons on the Bay” em Positano na Itália. No Brasil foi o melhor filme pela votação do Júri popular no 5 Vídeo e Cine de Curitiba.
De julho a outubro de 2001 esteve em Londres fazendo um Curso de Cinema na Panico School através do Programa Bolsa Virtuose do Ministério da Cultura.
Em 1999 funda a Traviatta Produções e desenvolve o projeto “O Mundo de Juca Piau”, série de episódios para TV, entre outros projetos de animação.
Com a Traviatta também desenvolve inúmeros projetos de ilustração para o mercado editorial, como a Turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo para a Editora Globo e a criação de personagens e revistas ilustradas para a série O Aprendiz de Maestro do TUCCA, Associação para Tratamento de Crianças e Adolescentes com Câncer, entre outros trabalhos de ilustração para agencias.
Em 2004, formou o Núcleo de Animação de São Bernardo do Campo, e dirigiu o Núcleo na produção do curta-metragem “ O Pavão Misterioso” / 2006
Em 2007 volta para Londres e integra a equipe de animadores na produção da série de animação infantil “Little Princess” produzida pela Illuminated Films para o Channel Five.
Em 2008 trabalha como animador para a Chase-Imagination na produção de clips para o Vídeo Game Mirror´s Edge e para o filme promocional do programa Sport Personality of the Year da BBC One de Londres.
Sempre inventivo, criativo, e explosivo, com suas criações mal-criadas.
Cebolas são Azuis
Este e o primeiro filme de Marão, que o realizou como Projeto de conclusão de curso na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Marão levou dois anos e meio escrevendo, pintando os cenários, animando e finalizando os sete mil acetatos que compõem os doze minutos do curta. Apenas a etapa de filetagem e pintura dos acetatos consumiu um ano inteiro, gastando um total de quarenta quilos de acetato e vinte litros de tinta. As oitenta cores para a pintura dos personagens foram produzidas de modo caseiro, misturando tinta de parede e pigmento em potes de maionese e gatorade.
Muitos amigos da Universidade ajudaram a filetar e pintar o filme. Eles recebiam pizza
e passavam todo o final de semana pintando. Guilherme Briggs dublou todos os personagens. Briggs é um dos mais importantes dubladores atuais, sendo o dono das vozes nacionais de Buzz Lightyear, Freakazoid, Han Solo, Tarzan, Babão, Jim Carrey e Samurai Jack, entre muitos outros. A trilha sonora foi composta e executada por Pedro Pamplona, tendo sempre instrumentos de sopro como principais. Os personagens principais são identificados com temas musicais liderados pela flauta ou saxofone.. Lançado em 1996, CEBOLAS era uma das cinco únicas produções brasileiras em animação daquele ano.
Os dois mil desenhos a lápis e pintados com lápis de cor que compõem os sete minutos do
filme levaram dois anos para serem realizados.
Toda a animação foi feita em uma mesa de luz no pequeno apartamento que Marão alugava
enquanto morava em são Paulo, durante os finais de semana ou à noite, paralelamente ao
trabalho comercial nos estúdios. Todas as informações sobre a vida dos camaleões são autênticas.
O camaleão tem globos oculares com rotação independente e é capaz de olhar para a frente e para trás ao mesmo tempo, processando de alguma maneira as informações espaciais em seu diminuto cérebro e calculando a velocidade da mosca, para capturá-la em pleno vôo, com sua língua bifurcada.
Quando um camaleão encontra uma fêmea, ele exibe seu chifre para atraí-la.
Todavia, se um rival possui um chifre maior, eles têm de lutar.
Contudo, não existe violência física entre os membros desta espécie: a batalha é cromática.
Eles inflam, giram e começam então a mudar compulsivamente de cor, até que um dos dois obtenha a vitória moral sobre o outro, que aceita a derrota e vai embora, sem que haja nenhum tipo de agressão física.
Como todo o traço do filme é a lápis, sem interferência do computador, cada cenário tinha de ser redesenhado a cada frame diferente.
O bebê foi dublado pelo próprio diretor.
A moça que tem sua saia arrancada foi inspirada em uma cientista social.
Originalmente, o filme seria protagonizado apenas pelo bebê. O camaleão fazia parte de um projeto de história em quadrinhos e só foi integrado ao filme meses depois de iniciada a produção.
Muitas cenas foram, a partir daí, improvisadas, sem a história completa.
A trilha sonora tem músicas originais da compositora e cantora Luama e o violino de Daniel Marão, então com 15 anos e hoje estudante na Escola de Música da Bulgária, que interpretou Bartók e Leo Delibes. CHIFRE DE CAMALEÃO foi exibido em mais de dez países, tendo sido premiado em vários deles - como o Anima Mundi, onde foi eleito pelo público o Melhor Filme Brasileiro e Segundo Melhor Filme da competição internacional em 2000.
O diretor recebeu o apoio do MINC, através do programa de concessão de passagens aéreas
e pôde estar presente nos festivais da BBC, em Londres (onde era o único representante do
cinema brasileiro) e na Mostra Brasil Plural, na Alemanha
Marão recebe um Prêmio de Co-Produção da FUNARTE para um próximo trabalho.
Ele convida um grupo, que fará então um trabalho coletivo, chamado ENGOLERVILHA, composto por vinhetas bizarras ou escatológicas de 15 a 30 segundos.
Fábio Yamaji aceita participar e filma sua parte em Stop Motion na Trattoria.
Demian começa a cena do cachorro.
Os negativos são liberados e Marão os leva para sua geladeira.
Até agora, o filme é composto das animações prontas de Marão, Cláudio Roberto e Yamaji.
Carlos D anima uma seqüência tão assustadora e incompreensível que é eliminado do filme.
Demian já tem 30 segundos de sua cena e continua a inventar situações nojentas com o cão.
As filmagens são agendadas.
Fernando Miller é convidado a realizar uma vinheta, mas está trabalhando dia e noite para
poder pagar o aluguel e não consegue arranjar tempo.
Cláudio Roberto está cansado de esperar e considera transformar sua seqüência em um vídeo próprio.
Daniel, primo do diretor, volta da Bulgária por um mês e compõe três músicas originais no violino para as vinhetas de Marão.
Demian vem pro Rio para terminar sua cena, que já tem um minuto.
Daniel grava o violino e volta para a Bulgária.
Miller continua sem tempo.
Cláudio quer sua animação de volta para fazer dela um vídeo.
Yamaji acha que o filme nunca ficará pronto.
Carlos D inicia outra vinheta, pintando com lápis de cor.
A cena de Demian já tem um minuto e meio.
Marão convence Miller a não dormir pela próxima semana e começar sua vinheta.
No primeiro dia de filmagens a abertura, Chapeuzinho Vermelho, jogo de cartas e vacas submarinas são filmadas.
Marão e Carlos D viram duas noites pintando bosta.
Cena do Demian chega a dois minutos.
Uma animação de Mórtimer Só é encontrada no chão e é imediatamente integrada ao filme.
Demian recebe um ultimato e encerra a cena do cão, uma pilha de mais de seiscentos desenhos.
Filmagem de girafas, do cachorro que lambe o saco e das cartelas que intercalam as vinhetas. Na véspera do último dia de filmagens; a cena de Miller não está pronta. Ele vira a noite desenhando. De manhã, Marão telefona, mas ainda não está pronto. Marcam ao meio-dia. Ao passar lá para buscar os desenhos, ainda não está pronto. Miller resolve desistir, com receio de não conseguir concluir a tempo e estragar o filme.
Pedido negado. Miller e Marão seguem para FUNARTE. Enquanto Marão filma o que está pronto, Miller continua a desenhar compulsivamente na sala ao lado.Faltando cinco minutos para o fechamento do prédio da FUNARTE, ainda faltam cinco desenhos. Marão fotografa os quatro últimos. Faltando um minuto, Miller entra correndo na sala da truca, com o último desenho da galinha, no mesmo instante em que o penúltimo acaba de ser fotografado. A animação está pronta!
Adaptado de uma história em quadrinhos que fiz durante a faculdade,
este curta começou a ser desenvolvido em 2000.
Interrompido inúmeras vezes por conta de trabalhos comerciais e
abandonado para a realização de ENGOLERVILHA, após cinco anos apenas as primeiras cenas haviam sido animadas. Na verdade, não há um roteiro decupado previamente; são simplesmente cenas de luta, improvisadas pelo animador para sua própria diversão.
O filme é uma simulação de um “work in progress”.
Como um paralelo à situação entre os dois guerreiros, únicos personagens do filme, cada cena tem um grau de finalização distinto.
Algumas cenas são animadas e intervaladas, outras são arte-finalizadas
e têm sombras, outras têm apenas as posições-chave, outras estão
finalizadas e pintadas com o cenário, outras são apenas o story board
filmado.
Por um lado, esta proposta é uma metáfora, um simbolismo análogo ao não desenvolvimento da razão da peleja entre os dois inimigos.
Por outro lado, é uma desculpa para o animador desenhar apenas o que
achar mais divertido.
Quando considera muito trabalhoso intervalar por conta do excesso de
detalhes, o animador simplesmente fotografa as posições principais doze
vezes e não faz os desenhos intermediários.
Quando considera a sombra um elemento dramático relevante, ele pinta um cenário para compor a seqüência e anima sombras projetadas.
Quando tem preguiça, deixa tudo preto-e-branco, sem cenário nenhum. Partindo do mesmo conceito, há apenas dois personagens.
Sem vestimentas detalhadas e com apenas três dedos em cada mão, para agilizar o processo.
Afinal, nunca me pareceu muito sensato animar cinco dedos em cada mão de um personagem desenhado.
Utilizar quatro não faz diferença nenhuma ao público.
Certa vez tive de me submeter à insanidade do design de um personagem imposto para um comercial para TV, que tinha SEIS dedos.
Em cada frame, eu tinha de animar doze dedos!
Doze!
Em cada frame!
Preferi ficar com três.
É o suficiente.
Eles conseguem empunhar suas espadas.
Um tem somente pupilas e o outro apenas os globos oculares.
A dificuldade maior era fazer parecer que estavam olhando para o lado
sem virar suas cabeças.
Em 2004, este projeto foi premiado no Concurso de curtas do MINC.
Pela primeira vez, fiz um filme com apoio financeiro.
Apesar das cenas simplificadas, há muitas outras em full animation, com efetivamente 24 desenhos por segundo, fotografados apenas uma vez cada. As músicas são da Luama, que havia cedido composições suas para CHIFRE DE CAMALEÃO e de Daniel Marão, hoje estudando na Alemanha e que havia tocado violino no CAMALEÃO aos quinze anos e em ENGOLERVILHA aos dezoito, onde compôs temas originais seus pela primeira vez, para várias seqüências.
Este é o meu primeiro filme com diálogos, que são interpretados pelo Guilherme Briggs e por mim. Briggs se tornou o mais importante, melhor e mais assíduo dublador brasileiro, trabalhando em filmes, séries, desenhos, internet, ininterruptamente.
Eu, não.
Silvana é minha assistente de produção, como foi nos outros filmes.
Na realidade, a equipe é praticamente a mesma dos outros curtas.
A diferença é que desta vez eu pude pagá-los.
Algumas cenas foram finalizadas digitalmente, pintadas, compostas e renderizadas no computador pelo Alessandro Monnerat, para posterior kinescopia.
Outras foram filmadas na truca, no sistema arcaico. Não sei se vai dar certo.
Mariana Caltabiano é uma escritorabrasileira. Começou sua carreira como publicitária em 1991, tendo recebido diversos prêmios publicitários.
Em 1998, escreveu um livro infantil chamado Jujubalândia. O livro acabou se tornando um programa infantil intitulado Zuzubalândia, lançando um CD, brinquedos e peças teatrais. O elenco do programa era composto por uma abelha pop-star Zuzu, um Brigadeiro goleiro, o leãopublicitário Juju, o Rei Apetite, os pombinhos Suspiro e Pipoca, e a vilã bruxa Anoréxica.
Escreveu os livros infantis A Arca de Ninguém, Tampinha Tiraos Óculos e O mistério da casa Hope.
Mariana lançou um livro adulto, VIPSHistórias Reais de um Mentiroso, que virou filme também produzido por Mariana.
Mariana agora tem o desenho 'Gui & Estopa', tendo como personagens os cachorros do site do Iguinho. A própria Mariana faz a voz de Gui. O programa é apresentado no Cartoon Network.
No dia 21 de janeiro de 2011 estreiou seu primeiro filme brasileiro em 3D, chamado: "Brasil Animado", Mariana pasou a ser então, a primeira mulher a dirigir um loga de animação no Brasil.
Marcos Magalhães foi um dos que iniciaram carreira na década de setenta, com produções comoA Semente(1975) e Mão Mãe (1979) então com 19 anos. Mão-Mãe.
Em 1976 ele animou Meow!, curta-metragem que traz um gato esfomeado, que, sem leite, é convencido pela propaganda e pela pressão, a beber um refrigerante, a "Soda-Cólica", uma bem humorada crítica à globalização. “Meow!” mostra uma grande cidade invadida por anúncios e pelo som do Plim Plim!, com simplicidade e uma lição de moral bem articulada.
Foi refilmado em 35mm e, em 1981, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes (prêmio especial do júri) em 1982 (o último filme brasileiro a participar da competição de curtas-metragens no Festival).
O filme abre muitas portas, e Magalhães ganha uma bolsa de estudos patrocinada pela Embrafilme e pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior), indo estudar no National Film Board do Canadá, onde tem contato com Norman Mclaren.
Durante sua estada no NFB, Marcos realiza Animando (1983), numa união das diversas técnicas de animação – pixilation, animação tradicional, stop motion, recortes, tinta sobre vidro, areia, massinha, animação direta na película – numa exibição de controle do personagem, do ritmo e do tempo e de domínio técnico. A animação ganhou o Prêmio de Melhor Filme Didático no Festival de Espinho, Portugal.
Em sua volta, após cinco meses no NFB, é responsável pelo Núcleo de Animação do acordo Brasil-Canadá (1985-87), o primeiro centro de formação profissional em animação no Brasil, que promove o primeiro curso de animação, com a participação dos canadenses Jean Thomas Bédard e Pierre Veilleux. Magalhães cruza o país à procura de artistas interessados no curso. A seguir, o acordo instala três núcleos regionais de animação: o NACE, em Fortaleza, dentro da Universidade Federal do Ceará; o do Rio Grande do Sul, dentro do Instituto Estadual de Cinema; e o de Minas Gerais, integrado no Departamento de Fotografia e Cinema da Escola de Belas Artes, da Universidade Federal de Minas Gerais.
Marcos criou seu alter ego: um Homenzinho comprido, cabelo vermelho e meio desengoçado. Ele utilizou o personagem num clip musical de sua banda OS Optimistas: Precipitação.
“Precipitação” (1991)
Em 1986 coordenou o projeto "Planeta Terra", filme coletivo realizado por 30 animadores brasileiros para o Ano Internacional da Paz da ONU.
Em 1988 Marcos animou o filme Tem Boi no trilho, que conta a estória de um bezerro abandona a boiada, atraído pelo trem que passa pelo sertão em seca. O que parecia um trágico desastre, porém, cede lugar a um final inesperado.
Em 1993, com Léa Zagury, Aida Coelho e Cesar Coelho, cria o Festival Internacional de Animação Anima Mundi, que torna possível trazer ao país o que há de mais interessante na produção internacional.
Em 1996 coordena o filme Estrela de Oito Pontas, animado por Fernando Diniz, morador do Hospital Psiquiátrico Pedro II há 50 anos. Por seis anos, Magalhães ajuda a realizar o filme que ganhou três prêmios no Festival de Gramado e o prêmio de melhor animação no Festival de Havana.
Entre 1990 e 1995 acompanhou o processo criativo de Fernando Diniz, artista diagnosticado esquizofrênico e um dos expoentes do Museu de Imagens do Inconsciente. O resultado foi o filme “Estrela de Oito Pontas”, animado por Fernando Diniz, com coordenação de Marcos e produção de Cláudia Bolshaw, com o apoio da Bolsa Vitae de Artes. O filme ganhou de três prêmios “Kikito” no Festival de Gramado de 1996 e Melhor Animação no Festival de Havana, em 1996.
Como artista-visitante na University of Southern California em Los Angeles, Magalhães faz, em 2002, “Two-Dois”, animação que une o desenho sobre película ao 3D.
Marcos animou o filme “Pai Francisco Entrou na Roda” (1997)
É o criador e animador do ratinho de massinha do programa de TV "Castelo Rá-Tim-Bum", com música de Hélio Ziskind.
Em 1998/99 realizou, como artista-visitante na Divisão de Animação e Artes Digitais da University of Southern California em Los Angeles, o filme Dois, que combina animação direta na película com computação gráfica 3D.
Em 98 Marcos faz o filmePai João entrou na roda.
Em 2002 Marcos foi bolsista da John Simon Guggenheim Foundation, com o projeto “Dar Alma”, sobre a realização de filmes de animação por não-profissionais.
É professor de Cinema de Animação no curso de graduação em Design desde 2002 e coordenador do curso de pós-graduação em Animação desde 2004, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Em 2007 conclui o curta Homem Estátua, com a técnica inédita de animação de desenhos de modelo vivo.
Desde 1993, Marcos é um dos fundadores e diretores deAnima Mundi, Festival Internacional de Animação do Brasil, hoje um dos cinco principais eventos de animação no mundo.