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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Núcleo Experimental de Ribeirão Preto


   Tudo começou com a sessão, no Clube de Cinema, em 1960, de “O Cinema Interpreta as Artes”, na qual foram exibidos os filmes “Rythmetic”, “Hoppity Pop” e “A Little Phantasy”, de Norman McLaren. Vaccarini e Lucchetti ficaram tão impressionados que resolveram realizar eles também esse tipo de cinema, que não era desenho animado e sim cinema experimental. Isso depois de vararem uma noite toda estudando a técnica de Mc Laren: cinema com câmera (quadro a quadro) e cinema sem câmera (desenhado diretamente na película).
   Como o negativo era caro, Lucchetti conseguiu com um estúdio fotográfico que filmava festas, casamentos, batizados, que lhe doassem as sobras não aproveitadas na montagem. Eles então limpavam a emulsão da película e trabalhavam diretamente sobre ela.
   ”Em alguns desses filmes o Vaccarini pintava toda a película, sem obedecer às divisões dos fotogramas (uma vez que não eram películas virgens)”. (Mauricio Squarisi. O Negativo, Entrevista com Rubens Francisco Lucchetti. 2007) Depois de secos, Lucchetti trabalhava neles com estiletes, para criar efeitos de movimento. O resultado final, que nem eles sabiam qual seria, dava a idéia da formação de um quadro abstrato.
   Lucchetti se correspondeu com Roberto Miller, Alberto Cavalcante, Paulo Emílio Sales, Norman McLaren. Roberto Miller e Norman McLaren fizeram desenhos exclusivos para ilustrar o cartaz do  Primeiro Festival de Cinema de Animação de São Paulo, organizado por Lucchetti.
   Além desse festival, a dupla Vaccarini e Lucchetti também criou o Centro Experimental de Ribeirão Preto, grupo que se dedicou durante algum tempo às pesquisas no campo da animação experimental, produzindo diversos filmes. Alguns desses filmes foram concebidos no melhor estilo abstracionista, configurando uma experiência única e solitária.
   Apesar da força da sua produção, o Centro Experimental de Ribeirão Preto logo se dilui. No entanto, depois de décadas desativado, é retomado pelo filho de Lucchetti, o professor e também escritor Marco Aurélio Lucchetti.
   No entanto, hoje o Centro tem outra vertente. Os diretores do Centro, Luiz Paulo Tupynambá se preocupam com a animação para a internet e telefone celular.
Alguns Trabalhos
“Ensaio de Cor Animada” de Ana Sacerdote – 1960
“Tourbillon” de Lucchetti e Vaccarini – 1961
“Vôo Cósmico” de Lucchetti e Vaccarini, que recebeu o Fotograma de Ouro do I Festival de Cinema de Salvador – 1961
“O Homem e a Sua Liberdade” de Ayrton Gomes – 1965
 “Rumba” (Medalha de Prata no Festival de Lisboa/1957)
“Sound Abstract” (Medalha de Prata no Festival de Bruxelas/1957, Prêmio Saci de São Paulo e Menção Honrosa no Festival de Cannes)
“Boogie-Woogie” de Roberto Miller – 1957
“O Átomo Brincalhão” de Roberto Miller – 1961/1964
Annabel Lee de Matheus Moraes – 2009

PESQUISA DESENVOLVIDA ENTRE 2010-2011 PELA PROFESSORA-PESQUISADORA CARLA SCHNEIDER E PELAS ALUNAS-PESQUISADORAS BRUNA THAIS DE PAULA E CAMILA MITIKO INAGAKI (CA, UFPEL, CINEMA DE ANIMAÇÃO


sexta-feira, 12 de abril de 2013

NUCA - Nucleo de Animação do Ceará


   O Núcleo de Cinema de Animação do Ceará, implantado no Estado em 1986, após uma oficina no CTAV com convênio entre Embrafilme e National Film Board, pelos animadores Telmo Carvalho e Zé Rodrigues. 
   Este Núcleo foi acordado entre a SECULT e UFC para funcionar na Casa Amarela Eusélio Oliveira em 1993 e onde permanece até hoje com um novo nome. O núcleo ficou desativado por um tempo e só em 2009 foi reestruturado com novos equipamentos, novas salas e uma nova equipe. 
   A Casa Amarela Eusélio Oliveira – UFC foi reformada e Telmo Carvalho retornou para  continuar com a missão do Núcleo de Cinema de Animação do Ceará. 
   Com a reestruturação, um novo nome foi criado: Núcleo de Cinema de Animação Casa Amarela Eusélio Oliveira – UFC. 
   O principal trabalho desenvolvido hoje é em parceria com a FUNCAP – Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico e a SEARA da Ciência da UFC na pesquisa de softwares livres para a animação e na produção de conteúdo pedagógico e científico. 
   O Núcleo continua com suas oficinas para a formação de novos profissionais e artistas.

   Fazem parte do NUCA: Telmo Carvalho, Mariana Medina, Josimário Façanha e Maxwell Duarte.

   Alguns Trabalhos do Núcleo:

- Oficinas do NUCA
   O Nuca fechou uma parceria com o CCBJ – Centro Cultural Bom Jardim para uma oficina de Cinema de Animação. A proposta é apresentar nas oficinas conteúdos e conhecimentos com profissionais de Fortaleza e tem 3horas de duração em cada dia. 

- Pin & Guin  ( 2010)
   O filme Pin e Guin é o resultado de uma oficina de Cinema de Animação ministrada na Casa Amarela pela equipe do NUCA em março de 2010 para 10 crianças e jovens de bairros da periferia de Fortaleza/ CE.
   A oficina faz parte do projeto Cine Coelce, que após trabalhar com 200 crianças em escolas públicas com a oficina de stopmotion, escolhe 10 para participar da oficina de desenho animado na Casa Amarela. Além da bolsa, os alunos recebem transporte e alimentação. Com duração de 1 mês e com 60 horas, as 10 crianças e jovens  criam o roteiro, o storybord, fazem a animação e a arte final.

- Curso de Extensão em Cinema de Animação na UFC


Cinema de Animação e Artes Digitais (CAAD) – EBA – UFMG

   Na década de 1980, foi feito um convênio entre o Centro Técnico Audiovisual (CTAv) e o National Film Board of Canada (NFB), que resultou na formação de um Núcleo de Animação, composto por alunos e professores do Departamento. Logo em seguida, foi criada, no Bacharelado em Belas Artes, a habilitação em Cinema de Animação, única no Brasil até os anos 2000 – um passo fundamental para o crescimento da área de Cinema junto à Escola de Belas Artes. 
   Desde então, o Cinema de Animação vem sendo uma concorrida habilitação na EBA, responsável pela escolha de quase metade dos egressos no curso de Artes Visuais, devido à formação de profissionais de destaque no mercado audiovisual e pela produção de filmes de graduação premiados em diversos festivais nacionais e internacionais. 
   Em 1998, a EBA incorporou o Curso de Graduação em Artes Cênicas, como parte do Departamento de Fotografia e Cinema que, então, passou a se chamar Fotografia,Teatro e Cinema. Em 2001, iniciaram os trabalhos de discussão para uma reformulação do currículo do Bacharelado, que teve como resultado um projeto colocado em funcionamento a partir de 2006. 
   O novo currículo estabelecia que os alunos se formassem em Artes Visuais e, ao invés dos dois anos de formação básica para todas as habilitações, especificava apenas um ano de básico, sendo que nos outros três anos, os alunos seguiriam os percursos de cada habilitação escolhida. Até 2008, o curso de Artes Visuais contou com as seguintes habilitações: Cinema de Animação, Desenho, Artes Gráficas, Escultura, Gravura e Pintura. 
   Em 26 de setembro de 2007, conforme decisão da Câmara Departamental, o DFTC propôs, como adesão ao REUNI, a criação do curso de Animação e Artes Interativas que, após reuniões da Comissão destinada à elaboração do Projeto do novo curso, passou a ser denominado de Cinema de Animação e Artes Digitais (CAAD). Tendo como unidade sede a Escola de Belas Artes da UFMG, o novo curso pretende contar com a participação da Escola de Música e com o Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Ciências Exatas da UFMG (DCC/ICEx). 
   Com duração de integralização do curso prevista para quatro anos, o horário de funcionamento, a princípio aprovado como diurno, foi posteriormente alterado para noturno. 
   O número de entrada de alunos também foi modificado de 70 para 40 alunos anuais. 


   Fundadores: Ana Lúcia Menezes de Andrade, Francisco Carlos de Carvalho Marinho, Antônio César Fialho de Sousa, Jalver Machado Bethônico, Paulo Baptista, Wagner Meira

Alguns Trabalhos
   O filme “O Povo atrás do muro”, produzido pelo ex-aluno da EBA Marconi Loures como trabalho final de curso, foi convidado pelo Anima Mundi para participar da quinta edição do Comkids/Prix Jeunesse Iberoamericano em São Paulo


PESQUISA DESENVOLVIDA ENTRE 2010-2011 PELA PROFESSORA-PESQUISADORA CARLA SCHNEIDER E PELAS ALUNAS-PESQUISADORAS BRUNA THAIS DE PAULA E CAMILA MITIKO INAGAKI (CA, UFPEL, CINEMA DE ANIMAÇÃO)

Grupo NÓS


   Stil, Antônio Moreno e José Rubens Siqueira fundam o Grupo NOS. 
   Em 1974, Moreno e Stil realizam “Reflexos”, em que Still anima a música Dança Brasileira, de Camargo Guarnieri, e Moreno, O Canto do Cisne Negro, de Heitor Villa-Lobos, ganhando o Troféu Humberto Mauro/1975 do INC.
   José Rubens Siqueira, diretor de teatro foi outro nome de destaque com PHM – Pequena história do mundo (1974), uma panorâmica que narra a evolução de um macaco que se torna homem, atravessa os turbulentos anos 70 e resolve voltar a ser macaco. Este foi seu filme mais premiado. 
   Em Estrela Dalva (1975), Siqueira homenageia a cantora Dalva de Oliveira, cuja voz aparece na tela traduzida em um gráfico sonoro, por um negativo de som ótico de cinema. 

Grupo Fotograma


   Em 1967 surgiu como grupo de atuação, o Centro de Estudos de Cinema de Animação no Rio de Janeiro (CECA), por alunos da Escola de Belas Artes, sendo dissolvido um ano depois. 
   Logo, Rui e Jô Oliveira, reunidos com outros animadores, entre eles Pedro Ernesto Stilpen (o Stil), Carlos Alberto Pacheco e Antonio Moreno, criam o grupo Fotograma, inspirado na animação experimental de Zélio, No Caos Está Contido o Germe de Uma Nova Esperança. 
   O grupo promoveu diversas mostras de animação internacional, lotando as sessões no Museu de Arte Moderna, e mantinha um programa dedicado ao gênero no Canal 9 do Rio de Janeiro. 
   Entre os filmes realizados pelo grupo estão de Rui Oliveira O Coelhinho Sabido e o Palhaço domador ambos em 1967, e O Cristo Procurado (1980). A Pantera Negra, de Jô Oliveira, combinando desenho direto em película com animação tradicional e Status Quo (1968), de Carlos Alberto Pacheco com animação de Still (ambos recebem Menção Especial do Júri no IV Festival de Cinema Amador JB/Shell, de 1968), e A Luta de Sérgio Bezerra, vencedor do prêmio de Melhor Filme de Animação. 
   Still continuava buscando técnicas baratas de produção, utilizando papel de embrulho como suporte para o desenho de croquis animados com caneta hidrográfica, abrindo perspectivas para a utilização de outras técnicas como em Batuque (1969), Urbis (1970), Lampião ou para cada grão uma curtição (1972), que confronta a cultura popular à de massa (Filme vencedor do Troféu Humberto Mauro/73 e do Candango do festival de Brasília) e Reflexos (1974). Nesse último dividiu a direção com Antonio Moreno.
   Moreno dirigiu depois os curtas Ícaro e o Labirinto (1975), Verde ou Favor ao comer a grama (1976), misturando animação e cenas ao vivo. Antônio Moreno, adotando a mesma técnica do desenho direto no papel de embrulho e da animação pela metamorfose da imagem, realiza em 1972 A raposa e o passarinho e em 1973 Reflexões ou Divagações sobre um ponto duvidoso, usando a técnica do acetato e também unindo, ao desenho, partes filmadas ao vivo.

Alain Jaccoud



   Alain Jaccoud, um produtor de desenhos animados francês. 
   Foi assistente de Paul Grimaut realizador de Le Petit Soldat (1947) La bergère et le ramoneur (1953) La faim du monde (1958) e vários outros filmes.
Fotos para reportagem publicada na Revista Esso.


1- Alain Jaccoud marcando o tempo de uma cena.
2- Alain filmando.
3- Como queria a animação.
4- Espelho.
5- Saulo. O melhor diretor de RTVC que conheci.
A caricatura do próprio foi usada num filme da Esso ( Gotinhas Esso)
6- Alain filmando.











      Alain Jaccoud mostrando ao Antonio como seria a arte dos desenhos.


Alain Jaccoud mostrando como queria a ação. Em pé  a esquerda, Antonio e Horácio Young a direita.





Milagre de Desenvolvimento (1968)  35mm 10 minutos
   A animação é sobre o desenvolvimento econômico do país. Os esforços conccientes a serem promovidos pelo governo e pelo povo para alcançar o "Milagre do Desenvolvimento". Entre as ações propostas a poupança de recursos financeiros.



sábado, 27 de agosto de 2011

Curso da NFB nos anos 80, por Diego Stoliar






Foto1 - Jean-Thomas Bedard.


Foto2 - Aida Queiroz.


Foto3 - Jose Rodrigues Neto.


Foto4 - Daniel apresentando as suas primeiras idéias de projeto final do curso para os professores e turma.
Na primeira mesa: Rodrigo Guimarães.
Na segunda, de costas: Aída Queiroz e Cesar Coelho. Lea Zagury escrevendo.
Na esquerda: os três professores - Jean-Thomas Bedard, Marcos Magalhaes (escondido atrás do Jean) e Pierre Veilleux.
Na terceira mesa: Fábio Lignini, Patricia Alves Dias, Cao Hamburger e Telmo Carvalho.


Foto5 - César Coelho.


Foto6 - Rodrigo Guimarães.


Foto7 - Marcos Magalhães e Patricia Alves Dias.
Detalhe do livro: "O que é BUROCRACIA" - Marcos procura entender a Embrafilmes e a National Film Board.


Foto8 - As obras no recém ocupado CTAv para construção dos estúdios de som. O prédio antigamente pertencia à Merenda Escolar, lá eram feitas as refeições para as escolas publicas do Rio de Janeiro. Ao ser transformado em centro de produção de filmes tudo foi reformulado (com projeto brasileiro e equipamentos canadenses). O Núcleo de Animação foi o primeiro a funcionar
e os primeiros filmes foram feitos em meio a poeira e barulho de obras. Quem já trabalhou com acetato, pode imaginar como é difícil lidar com poeira.


Foto9 - Um dos técnicos de cinema formados em estagio no NFB na época ajudando Pierre Veilleux a descarregar uma das 4 trucas 16mm portateis trazidas para o projeto e
depois distribuídas a varias cidades no Brasil.


Foto10 - Em algum restaurante de Vila Isabel ou São Cristovão (lugares mais habitáveis perto do CTAv).

Da esq p/ dir: Rodirgo Guimarães, José Rodrigues Neto, o garçon, Patricia Alves Dias (de costas), Sida, Jean-Thomas Bedard e Pierre Veilleux.


Foto11 - No refeitório do CTAv.

Da esq. p/ dir: Rodrigo Guimarães (RS) , José Rodrigues Neto (CE), César Coelho (RJ), Daniel Schorr (RJ), Telmo Carvalho (ES - escondido), Fabio Lignini (MG), Patricia Alves Dias (PE),
Lea Zagury (RJ).


Foto12 - Pierre e Aida Queiroz (MG).


Foto13 - Daniel Schorr (primeiro plano), Pierre e Aida Queiroz (fundo).


Foto14 - Fábio Lignini e Rodrigo Guimarães.


Foto15 - César Coelho e Rodrigo Guimarães.


Foto16 - Léa Zagury e Daniel Schorr.


Foto17 - Ainda sem descrição.


Foto18 - César Coelho, Fábio Lignini, Rodrigo Guimarães, Patricia Alves
Dias (de costas), Daniel Schorr e Telmo Carvalho (de costas).


Foto19 - Telmo Carvalho, José Rodrigues Neto e Fábio Lignini.


Foto20 - Fábio Lignini.


Foto21 - Daniel Schorr experimentando muletas para o exercício de animação
caminhadas, orientado por Jean-Thomas Bédard. Ao fundo: Lucia Mello,
assistente de produção do Núcleo, e Telmo Carvalho.


Foto22 - Léa Zagury, Pierre Veilleux e César Coelho.


Foto23 - A primeira turma do Núcleo (1985) trabalhando com animação sobre a
película.

Na mesa da frente: Patricia Alves Dias (de costas).
Do outro lado: Rodrigo Guimarães e Aida Queiroz.
Na segunda mesa: César Coelho (de costas), Cao Hamburger e Lea Zagury.
Ao fundo:José Rodrigues Neto.


Foto24 - Rodrigo Guimarães na truca 16mm.


Foto25 - Léa Zagury na truca.


Foto26 - Daniel Schorr na truca.


Foto27 - Fábio Lignini.


Foto28 - Jean-Thomas Bedard e Telmo Carvalho filmando o filme do Telmo ("O
Musico e o Cavalo") na truca 16mm.


Foto29 - Pierre (camisa listrada ao fundo), Daniel (camisa azul) e técnicos de som do NFB.


Foto30 - Fábio Lignini, de Belo Horizonte, hoje um dos animadores senior dos estúdios Dreamworks.


Foto31 - Rodrigo Guimarães, de Porto Alegre, hoje em dia à frente do estúdio Dr. Smith.


Foto32 - Pierre e Tim Rescala que foi o autor da brilhante trilha sonora (quase sinfônica) do desenho animado "ALEX" produzido coletivamente no segundo ano do Núcleo de Animação do CTAv. Este filme merece uma restauração..


Foto33 - Pierre Veilleux.

Agradecimentos:
Obrigado a Pierre Veilleux e ao Daniel Schorr por terem tido o trabalho de separar e scannear as imagens. Sem esse esforço inicial o álbum não seria possível.

Obrigado ao Marcos Magalhães por ter feitos um comentário extensivo para todas as imagens.

Obrigado a todos que comentaram e ajudaram a tornar o álbum o mais preciso possível.

Luiz de Barros


   Luiz Moretzhon da Cunha e Figueiredo da Fonseca de Almeida e Barros Castelo Branco Teixeira de Barros, conhecido como Luiz de Barros  nasceu no Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1893  e faleceu também no Rio de Janeiro em 1982) foi um diretor de cinema, produtor cinematográfico, montador cinematográfico, roteirista, diretor de fotografia e ator brasileiro. 
   Ele era também creditado como Teixeira BarrosGuilherme Teixeira e Teixeira de Barros.
   Estudou Direito no Brasil e artes plásticas na Europa. Fez estágio nos estúdios da Gaumont na França. 
   Dirigiu o primeiro filme sonoro brasileiro, Acabaram-se os otários (1929), considerado o primeiro filme de chanchada nacional.

   Dirigiu cerca de 80 filmes entre 1914 e 1980.
   Em 1928, Luiz de Barros produziu Operação do Estômago, um documentário de longa metragem sobre as operações realizadas pelo Dr. Benedito Montenegro. O filme tinha 1 minuto de animação.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Núcleo de Animação de Campinas / SP

   Regionalmente, destaque para o Núcleo de Cinema de Animação de Campinas. Seu fundador Wilson Lazaretti, lançou o que seria seu embrião em 1975 e posteriormente com    Maurício Squarisi eles se dedicaram ao ensino da animação para crianças e uma produção educativa que alcança hoje uma centena de títulos.
   No Núcleo de cinema de animação de Campinas foram realizados filmes como Transformação Natural (1989), Amor e Compreensão (1989) e Cucaracha (1991) e, desde 1989, é responsável pelo Cinema Criança, evento bienal realizado no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.
    As pficinas e Workshop do Núcleo já foram do interior do sul do Brasil, até uma tribo na amazônia.
   
                             


                             

                             

    Wilson Lazzaretti e Maurício Squarizzi estão produzindo o primeiro longa metragem do Núcleo: Uma História antes da história.